Suspeitava, mas no fundo não queria acreditar. Afinal, pra mim seria um desastre pois teria que parar com meu curso, tive medo da reação dos meus pai, e principalmente da minha estabilidade.
Mas como nada era certo, fui ao tão temido teste de laboratório, anciosa, com medo, nada melhor do que minha melhor amiga ao meu lado, e lá vamos Priscila e eu.
O tempo não passava, 2 horas que pareciam 2 anos. Então, depois de altas coca-colas, com o resultado em mãos, pedi para Priscila abrir, a resposta estava nos olhos dela, POSITIVO.
Sem reação, não nsabia se chorava ou se sorria, pois era tudo que não podia acontecer, mas também era um sonho se tornando realidade.
Impaciente, logo contei para o Jé, um amigo especial, que soube me tranqüilizar e me mostrar o lado bom da coisa.
Dia seguinte, a verdade à tona, para o Adriano, pai do meu filho. O susto maior foi dele, até porque nós não estavamos juntos, e nosso relacionamento até amigavelmente estava terrivel.
Eu chorei, eu dei risadas, agradeci e perguntei do por que EU DEUS?! Sabia que a resposta viria com o tempo...
O nervosismo, o desespero, o sentimento de estar sozinha invadiu meu coração.
Tive dores e sangramento, resolvi ir ao médico, sozinha nem pensar, o pai do meu filho não pode ir porque "estava ocupado", não tinha ninguém, quando me apareceu um ANJO, Jefferson, que quase perdeu a prova na faculdade para me acompanhar...
Então foi decretado: Começo de Aborto Espontâneo. Esse sim foi meu maior susto, pois fazia apenas 1 dia que eu era consciente que carregava em meu ventre uma vida, e no dia seguinte, descubro que estou perdendo? JAMAIS! Então ao chegar em casa, comuniquei meus pais com a ajudinha básica da minha prima. Minha mãe, ela quase infartou, meu pai, reagiu como de praxe, quieto. A preocupação maior não foi, em eu estar grávida, mas sim eu estar perdendo o bebê.
Então dia seguinte fui ao médico aguniada com medo de perder meu bebê, com pedido de urgência fiz ultrason, e foi quando tudo se acalmou... Escutei o coraçãozinho do meu filho, e foi naquele batimento rápido que escutei: "- Mamãe cuida de mim, me ame, eu preciso de você."
Meu mundo desabou para a construção de um melhor. Eu tinha uma vida dentro de mim, que não merecia sentir tristeza, medo e muito menos sofrer por se sentir só, até porque agora somos dois em um só coração.
No começo me importava muito com o que os outros iriam falar, mas bastou uma só pessoa me dizer: - Não liga para o que os outros falam, você não está sozinha! Que meus pensamentos mudaram. Quem me disse isso? Meu irmão, a quem tanto eu temia.
Tudo foi muito rápido, exames, remédios para segurar o bebê, repouso absoluto durante um mês e meio, mudança na casa, mas esqueceram de me mudar...
Eu no fundo ainda estava triste, por me sentir só... Sem o colo do pai do meu filho, mas bastou uma noite, pra mim revertei isso.
Conversei com Deus, e descobri que um filho precisa apenas ter Mãe, porque ela sim, sabe ser amiga, pai, tia, avó.. Tudo, em apenas 3 letras MÃE.
Não estou com ele, mas tenho apoio e sua amizade, e assim estamos bem, cada um na sua, e com sua felicidade.
Tenho meus amigos, que me paparicam demais, minha família que é sem comparação, minha mãe mais um pouco tira minha barriga e põe nela.. rs.
Tudo faz parte da pergunta que eu fiz para Deus, POR QUE EU?
E sabe qual foi a resposta mais simples? - PORQUE SER MÃE NÃO É PRA QUALQUER MULHER... EU FUI ESCOLHIDA PRA GERAR UMA VIDA, E VAI SER POR ELA QUE FAREI DE TUDO... PRINCIPALMENTE, SER FELIZ.
Aline
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